14 março 2007

Soneto da Esperança


Infeliz o homem que não a conhece
É certo, finda-se rápido o inatingível
É triste, nem sequer a dor adormece
E de fato se torna potente o impossível

Essa é que amortece a tortura
Nos poentes, ela é que ilumina,
E nas odisséias que fervilham o sangue
Por bem traz consigo toda a calmaria

Quando conosco dita frases sem sentido,
Um certo conforto para os sedentos de objetivos
Para uns, ouro de tolo; outros, princípios

E no final latente, se é que tem sido proeminente
Quem deveras esteve contente, com o intocavel aparente
Há de merecer não só a dáviva, mas da esperança, o presente.


Renato Moss

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