28 maio 2007

À Prova de Fogo...

Mesmo queimando por dentro
A pele mestiça se mantém fria
Desmentindo a revolução eminente
que surge do caos proveniente
de uma manhã mal planejada...

Fire Proof

06 maio 2007

Pensamento...




Chega de guerras, agora eu quero paz, mas talvez seja monótono demais...
Algumas mulheres pra me satisfazer, ou uma que fique até de manhã...
Comer o fruto que eu mesmo cultivar, mas sem terra não dá...
Posso eu abandonar tudo e fugir pr'algum lugar?
Mas que diabos estou fazendo aqui?
Sabe Deus me explicar...

Se eu soubesse onde é algum lugar...
Já é tarde demais pra mudar...
Eu nao sei quem eu sou...
Eu sou um dos bilhões...
Qual é a graça nisso?
Viver pra alguem?
ou sustentar
egoísmo?


É melhor eu me olhar no espelho...

Mas ele nao diz...

Eu vejo o que quero...


Renato Moss

02 maio 2007

O caminho de volta...


Num encontro com um muro alto
Cercando todo o perímetro de fuga
O desespero flui no sangue ralo
Sem deixar a razão ir à luta...

As reticências que surgem no pensamento
São de esperança e não de tormento...
A mente se esforça e tenta olhar adiante,
Os olhos ainda vendados pelo muro circundante.

E não há mais sentido em só olhar
É tudo igual por todos os ângulos...
Que difereça faz em se mover ou sentar
Se o fim seria mesmo morrer esperando...

Mas quando o tempo resolve mudar
Às vezes chega a ter luz ao meio-dia
Que é quando o sol lá em cima chega a cegar
E quem tenta olhar fica cego pra vida...

O homem constrói
E o homem derruba
Ficam as marcas do passado
A experiência em forma de ruga

E trancado entre os muros
Se orientando pelo sentido do tato
Avançando num caminho desconhecido
Cada vez mais, um passo errado...

Depois de encontrar um lugar no escuro,
Um momento pra descansar sossegado
Quando a razão se da conta do absurdo
Que talvez o caminho esteja todo errado...

Continuar sem enxergar é loucura
Até aqui tem sido só aprendizado...
Mas a busca da fuga ainda continua
É melhor recomeçar todo o caminhado

E a teima em ir à frete é excitante
São poucas portas agora avistadas
E muitas dessas ali restantes
Sempre estiveram trancadas...

O desespero rege novamente
E toma-se como inimiga a esperança
E quase desistindo de ser combatente
Algo ameniza a bruta ânsia...

Nunca houveram erros nesse trajeto,
A razão diz tardia em chegar,
A primeira porta estava aberta
E eu entrei sem perguntar...

Segui em frente com o olhar curioso
Movido pelo instinto natural
Agora me lembro que ainda não era cego
E tinha um bom comportamento emocional...

E a solução que é muito simples
Torna-se a minha missão mais nova
Apesar de não saber o que tem pela frente
Sempre soube o caminho de volta...

O caminho de volta é mais rápido e saudavel!
Da pra ver de novo os obstáculos superados
E ao chegar ao ponto de início, dê um suspiro...
Tranque a porta, e jogue a chave num buraco...


Renato Moss