28 junho 2007

Nicotina, Sexo e Alcool...




Lembro-me das noites promíscuas
Onde foram meus momentos de glória
A quem me recorria a vida que um dia
Me fez promessas de um mundo afora

E de que vale a experiência?
Senão uma tragada de um cigarro...
A doideira subindo pelas ventas
A calmaria tomando conta do cenário...

O sangue perdendo a pureza
Modificando a inocente natureza
Desse mundo que é cego à beleza...

Horas que não se negavam em ser tardias
Mulheres donzelas, que sem roupa eram vadias,
Lábios vermelhos carnudos, seios robustos...
E um refúgio forrado de um couro negro brilhante...

Sinto saudades, nao minto,
Era um "Eu" capaz,
Digno de ser um mito
Que da noite fazia um lar
E do dia um esconderijo...

Era o prazer destruindo a carne...
Mas o fim é destruição da carne,
De que vale uma experiência?
Senão a destruição da carne?

A moral que fala mais alto,
É do mesmo homem que veio de baixo
E que tampouco se nega, à espera
De uma garota promíscua esperta...

E nínguem aqui comenta o alcool?
Esse ou deixado de lado, já banalizado,
Faz parte dos meus momentos insanos
Que em demasio seca-me os prantos...

Não há dosagem certa..
Quem prescreve é a necessidade,
Ou talvez simplesmente a vontade
De um ser curioso e covarde...

Ninguem que se diz experiente
É capaz de se dizer sensato,
Por quê não é você nem ninguem
Que vai medir o que é pecado...

Renato Moss Hellwaker

03 junho 2007

Um Buraco Negro (Toranja)





Das noites que passei sozinho
Estrelas não me guiavam...
Vinham apenas recordações
Onde se chocavam dois mundos
Lá dentro num buraco negro...
Vibrante como as trevas
Assim é um buraco negro...

Mesmo servindo para própria destruição
É tão intenso e ao mesmo tempo bonito,,,

Outra cousa nao desperta tanta curiosidade
Senão a complexidade de um buraco negro...

Longe de toda existência de luz
Assim surge um buraco negro
Com a sua beleza obscura, ele
Obstrue o vácuo...
Sério e malicioso...

Mesmo servindo para própria destruição
É tão extenso o quanto possa imaginar
Uma corrente poderosa e infinita...

Antes talvez fora luz...
Momentos depois...
Outro comportamento ressurge
Remarcando o mesmo lugar...



Renato Moss