03 junho 2007

Um Buraco Negro (Toranja)





Das noites que passei sozinho
Estrelas não me guiavam...
Vinham apenas recordações
Onde se chocavam dois mundos
Lá dentro num buraco negro...
Vibrante como as trevas
Assim é um buraco negro...

Mesmo servindo para própria destruição
É tão intenso e ao mesmo tempo bonito,,,

Outra cousa nao desperta tanta curiosidade
Senão a complexidade de um buraco negro...

Longe de toda existência de luz
Assim surge um buraco negro
Com a sua beleza obscura, ele
Obstrue o vácuo...
Sério e malicioso...

Mesmo servindo para própria destruição
É tão extenso o quanto possa imaginar
Uma corrente poderosa e infinita...

Antes talvez fora luz...
Momentos depois...
Outro comportamento ressurge
Remarcando o mesmo lugar...



Renato Moss

2 comentários:

Roseane disse...

Adormecido

No cenário da tua vida
Aclamas noites alucinantes
De gentes estonteantes
Que são tanto como tu

No teatro do teu olhar
Há quem note que a coragem
Não passa de uma miragem
Com preguiça de gritar

No repetir do teu mostrar
Inventas-te uma história
Que em ti não há memória
Porque sabes que não é tua...

Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar...

Continuas a ensaiar
A conveniência do sorriso
O planear do improviso
Que te faz sentir maior

No artifício dos teus gestos
Pensas abraçar o mundo
Quando nem por um segundo
Te abraças a ti mesmo

E assim vais vivendo
E assim andando aí
E assim perdendo em ti
Tudo aquilo que nunca foste...

Por alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar

Quando um dia acordares
Numa noite sem mentira
E te vires onde não estás
Vais querer voltar para trás.

Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar

Sir DarkHeart disse...

wow
o.o
você escreveu?

gostei muito u.u

abraços!

-DH