31 julho 2007

Ponto de mutação...



Quero, não posso, sou e não mostro
Tenho e não nego, não faço mas espero
Posso, eu sei, quero mas não sei...
Tento, talvez, não tento, em vez...

Grito, silêncio, movido, não-autêntico
Farsa, do que é real, dissimula, no final
Prova, e consegue, dá um jeito, mestre
Sofre porquê quer, perde porquê quer

Ganha, ordem, desfaça, desordem
Ponha, caos, arrume, ainda caos
Sofre porquê quer, perde porquê quer
Auto, acomodado, dorme e fala baixo

Sente o que não quer, mas porquê quer
Fácil e complementar, útil, ainda devagar
Tantos, inferior, surge, ainda caos
Move-te, ordem, Saia da desordem

E desde que enxerga-te a ti mesmo
É capaz de mudar e ser o que quiseres
Desde o incapaz tolerante ao fracasso
Ao noviço gênio ingênuo, que é, de fato...

E basta estalar-te os dedos
Que fará nascer de onde não suponhas
Que em demasio é pontente
E não te negues, pressuponha

Tê-lo-á assim quando quiseres
E o queira ainda que puderes
Que nem tudo é de brincadeira
E o que muda, é o que não volta...

28 julho 2007

40 horas de sítio...






É uma regressão isana, que venha à tona delírios
Que me suga as lágrimas, que me torna insensível
Que deixa o mundo pequeno, e eu mais ainda
Que de maneira sombria, a noite não difere do dia

Que me toma a sede, nem sinto fome nem nada
Antônito homônimo, luta e fraqueja, frieza e desgraça
É um pé na depressão, fuga do que vale da experiência
É um momento de reflexão resumido em quarentena

De longe é um apoio, e me remete ao passado distante
Um dia que acordei sem rumo, e o guardei pra mim
Segui até o dia mais próximo de uma esquina
E sem querer descobri que não adiantava, não tem fim...

Quer me provar o quê? vai me tirar tudo o que me resta?
Quer saber se ainda sobrevivo? na verdade é isso que interessa...
Foi num clarão que invadiu minha janela, ontem de madrugada
Percebi, ...

...

Fraco

...

Tem um presente la fora, esqueça o passado
Tente se tornar livre, e nem da liberdade ser escravo
Plante uma árvore talvez, mas não esqueça de regá-la
Até que as raízes se tornem fortes, assim se pode deixá-la

São inúmeras sutilezas... vem alguém...

E não vou perder mais essa oportunidade...

16 julho 2007

Adiar... Odiar...





Quem dos aqui presentes também julga em falso testemunho que a esperança, e talvez apenas o incoformismo, chegam a se tornar sinônimos? É um triunfo desmiolado dos que batem e correm em busca do preenchimento do vazio... e que se torna escravo de um compromisso inexistente e distante, Adiar pra quê? o futuro não lhe apresentará respostas caso seja você um expectador dos movimentos, Planeje e Faça, seja a ação contrária ao sentido de todo o trajeto, mas que lhe deixe calmo consigo mesmo. Planeje e Desfaça, desfaça do futuro do pretérito, por que esse chega estimado, lascivo e massacrado, resultado de uma manhã mal planejada...

Cresça hoje, e faça do seu amanhã apenas um dia dependente
Durma hoje, e deixe o sol reger o seu horário marcado
Queira hoje, apenas nos momentos recíprocos
Fuja hoje, e volte hoje mesmo, e descalço
Comece hoje, mas termine um dia
Jogue hoje, é tudo um jogo...
Saia hoje, e feche a porta...

Pronto?

Renato Moss

12 julho 2007

Nostalgia...


Eu me pergunto, o que é esse sentimento que chega como uma fenda aberta no meio do oceano, uma fenda infinita e gigantesca por onde toda a água do planeta escoa, sem ter pra onde ir, num movimento simples e de consequencias desatrosas.. "Sinto saudades, não minto". Sou um ser em busca de experiência, e às vezes me dói ter que me desfazer das coisas e pessoas que um dia amei. E é a prova da minha experiencia adquirida, sentir saudades do seu sorriso, ter uma nova agenda sem compromissos...

Perceber que não somente as minhas digitais serão encontradas num porta retrato, antes fosse guardado e deixado de lado. Entender que servir é sinônimo de escravidão, e que o ruim no final das contas é ser escravo da liberdade. Pra quê tudo isso afinal? pra me tornar um homem com histórias boas pra contar? Ter pessoas ao meu redor que por alguma música, de mim vão lembrar?

É um fardo pesado esse... esse de ter o ímpeto de só observar... queria férias, um dia pelo menos, férias de ser Eu...

E de férias eu inventaria tudo de novo, teria um bom senso de humor, seria um romântico talvez, e sem deixar tudo ir embora, me tornaria escravo novamente...

Saber ser feliz é relativo, sou feliz? você leitor(a), é feliz?

Mas que chato eu, um novo dia
Acordar cedo e pela manhã
Tornar-se amigo do espelho
Ver, te ver, sem motivo
Ser e perder o juízo...

Liga não, é tudo nostalgia....

Renato Moss

06 julho 2007

Ócio e decadência...




Quando chega uma chuva de tormentos,
E molhado, me entrego ao sofrimento,
Que chega disfarçado dissimulado,
Noto o quão sem misericórdia fui enganado...

E chega a hora de acordar...
O sol não aparece em minha janela
E fingindo não sentir a diferença
Ignoro situações como aquela.

Me alimento de um sono profundo,
Ando num caminho sem rumo...
Chego a abandonar meu porto seguro,
E em troca, mais experiência pelo mundo...

E de que vale a experiencia?
Senão mais uma tragada de cigarro...
A fumaça subindo pelas ventas
Estragando todo o meu conquistado...

O bom é quando tento observar...
Pensar demais, as vezes pode machucar...
Um espelho, por favor...
Quero saber pelo menos onde estou...

Degradação da pureza do homem,
Miscigenação do nobre com podre sangue,
A venda do massacre comprado pelo ímpeto,
A dosagem errada de um alucinógeno comprimido...

Não produzido pela natureza,
E que foge às regras da harmonia
Que malícia ainda tenho eu?
Se nem mais sentindo tem minha vida...

Hora de acordar, com os olhos cheios de pranto,
Tentar esquecer de uma vez, mas esquecer nem tanto...
Voltar ao meu lugar, antes que alguem tenha usurpado...
È dificil ser eu, ninguem sabe o quão é complicado...

Renato Moss

O Olho


Que vê entre a degraça e a beleza,
Que surge das promessas e certezas
Que observa o movimento retorcido do caos
Que de uma única peça estima-se um plural...

Tem olho que é cego, mas que sonha em ver
Mesmo perante um espelho, em frente a você
Que intepreta errado, ou deixa de interpretar...
Que nada é por acaso e tudo é complementar...

Tem olho valente, forjado por natureza,
Que de manhã sente-se à vontade,
Na madrugada, estrelas...

Um olho que vê e não intepreta
É como saber escrever e não ser poeta...
É não perceber a sua vida incompleta...

Renato Moss