06 julho 2007

O Olho


Que vê entre a degraça e a beleza,
Que surge das promessas e certezas
Que observa o movimento retorcido do caos
Que de uma única peça estima-se um plural...

Tem olho que é cego, mas que sonha em ver
Mesmo perante um espelho, em frente a você
Que intepreta errado, ou deixa de interpretar...
Que nada é por acaso e tudo é complementar...

Tem olho valente, forjado por natureza,
Que de manhã sente-se à vontade,
Na madrugada, estrelas...

Um olho que vê e não intepreta
É como saber escrever e não ser poeta...
É não perceber a sua vida incompleta...

Renato Moss

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