31 julho 2007

Ponto de mutação...



Quero, não posso, sou e não mostro
Tenho e não nego, não faço mas espero
Posso, eu sei, quero mas não sei...
Tento, talvez, não tento, em vez...

Grito, silêncio, movido, não-autêntico
Farsa, do que é real, dissimula, no final
Prova, e consegue, dá um jeito, mestre
Sofre porquê quer, perde porquê quer

Ganha, ordem, desfaça, desordem
Ponha, caos, arrume, ainda caos
Sofre porquê quer, perde porquê quer
Auto, acomodado, dorme e fala baixo

Sente o que não quer, mas porquê quer
Fácil e complementar, útil, ainda devagar
Tantos, inferior, surge, ainda caos
Move-te, ordem, Saia da desordem

E desde que enxerga-te a ti mesmo
É capaz de mudar e ser o que quiseres
Desde o incapaz tolerante ao fracasso
Ao noviço gênio ingênuo, que é, de fato...

E basta estalar-te os dedos
Que fará nascer de onde não suponhas
Que em demasio é pontente
E não te negues, pressuponha

Tê-lo-á assim quando quiseres
E o queira ainda que puderes
Que nem tudo é de brincadeira
E o que muda, é o que não volta...

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