26 agosto 2009

Quem sabe...



E desde quando as coisas são assim?
Exatamente como achei que deveriam ser...
Com promessas resultantes dos momentos,
Melhores...

Alguns momentos são os melhores
Porquê tem um quê de insatisfação...
Talvez tenha sido na medida perfeita,
Mais que perfeita, um suvenir...

E é assim então que findo a minha neurose...
Liberto estou, vivo sou e tenho sorte,
Sorte no amor, amor próprio
Nem que seja um pouco provisório...

E é assim então que agradeço a ti...
Pelo meu resgate, fim da cruel insanidade
Pelos dias entorpecidos, pela vida e saudade
Por um momento ter sido a minha metade...

24 agosto 2009

Tambem tenho...

Voltei ao céu e calei-me
Inspirado enquanto em silencio
Distraido com toda a paz do mundo...
Assim eu fiquei, repentinamente...

Mas, o engraçado é que achei um tanto normal
Até me fez esquecer que era real..
Riam todos de mim, com um quê de satisfação,
Indagavam: o que está acontecendo com ele?
Assim mesmo, com um sorriso de lado
Não respondi, não era preciso...
A resposta tão na cara se resumia num só suspiro...

20 agosto 2009

Vida, vida minha...

Vida, vida minha...
Sensatez é não sofrer?
Solidez é nao arriscar?
Loucura é não viver...

Ter escolhas,
Entre o cômodo e o sismico
Viver antônito ou cheio de conflitos?
que fazer, oh vida, vida minha...

Certo de que não há o certo,
Certo de que nada é perto...
Perto cada vez mais do incerto
que fazer, oh vida, vida minha...

Sentidos retorcidos, distorcidos
Nada quase ao menos polido,
Nada trasnparece, esquece...
É a vida, oh vida minha

E tentei pela razão, tentei pela emoção...
Quem me deu a mão? solidão...
Busca de méritos? simples conforto mental?
Amor platônico? ascensão intelectual?

Vida, vida minha, sei que só Eu
E Sei que só, terei de abastar-me
Dos teus encantos, que são tantos...

Talvez seria somente entregar-se
A ti, oh vida, vida minha...