30 julho 2010

Joana





És meu samba do que se tem mais saudade,
És a musa aliviadora de minha dura ansiedade
És de flor, feita tua prenda mais seduzida
És por ti, assim que entoam essas rimas..

Não que fores, o melhor dos meus amores,
Nem por eu admirar as sensuais curvas tuas
Ora por tua tenra pele macia, ora por tua vulva...
Mas é que me encontro em ti, como violeta e colibri.

Seja minha por mais essa noite, oh Divina!
Faz me viajar nos teus cantos mais profanos...
E goze o meu delirar que eu gozo o seu encanto!

Sem ti não vejo lua, sequer um pedacinho do céu,
Finjo de um modo racional, entender o abstrato mundo seu
Que por hoje seja minha, mas não me diga que amanheceu!

27 julho 2010

Pensamento



Se duvidar até com o marasmo eu caso...
Antes fosse que passar dias enclausurado,
Num veio farto de pedras brutas preciosas.

Preciosas, porém brutas...

25 julho 2010

Quês em Demasio






Que durante o sono, sonhastes,
Conquanto que não acordes num súbito:
- Incoerente pensamento perdido num ser
Diferente - Sejais, minuciosamente sejais...

Afora, Mundo eufórico por teus hábitos,
Mascarados, por teus falhos, sucumbidos fardos
Quê fazer? Oh não! quê fazer? seja são, em vão...

Vão por ai dizer, aclamar por tuas proezas,
Serás tu? ao fim de todo trajeto, dono do concreto?
Serás tu? fruto dos teus apegos e crônicos desafetos?

Quê se sabe de tua natureza, senão incertezas?
Porém, basta por instantes, de vidas errantes..
E chegue, mesmo miseravelmente e não reclame.

14 julho 2010

Soneto Sobre Si




Quem outrora soubera melhor senão Eu?
Que nos passos trocados pelos teus,
Haviam léguas que distavam entre os pólos
Do mártir mascarado que está entre Mim e Eu...

Se por ventura tu me avistastes antes,
Por que não acenastes? seria um sinal...
De que profunda eterna busca adiante
Não seria Tu nem Eu esperando no final...

Quereríeis Tu que andássemos juntos,
O Eu desesperado e o Eu moribundo
Que és meu cúmplice amado, calado e imundo

Quem outrora soubera melhor senão Tu?
Que vem procurando-me, tentando conhecer,
Que por mais que soubesse sobre Ti, Eu negaria em dizer...

11 julho 2010

Pra não dizer palavras...





Sobre quais dizeres irei aclamar?
Sem perdões, amores e senões fraquejar.
Entretanto nem de portas ou porões,
Muito menos sofrimento ou emoções.

Falarei vagamente do vazio do nada
Eis que me encontro então nessa temporada,
De solitude permante, "o intocável aparente"
Ao menos eu sei do que o corpo não sente.

Eis aqui mais um soneto de nada
Produzido sem objetivos nas horas vagas,
Agora sim, inicia-se a madrugada...

E quem melhor companheira senão palavras?
Falar sobre nada, é um tanto atraente
Flui assim de soslaio, sobre o tato da mente...