11 julho 2010

Pra não dizer palavras...





Sobre quais dizeres irei aclamar?
Sem perdões, amores e senões fraquejar.
Entretanto nem de portas ou porões,
Muito menos sofrimento ou emoções.

Falarei vagamente do vazio do nada
Eis que me encontro então nessa temporada,
De solitude permante, "o intocável aparente"
Ao menos eu sei do que o corpo não sente.

Eis aqui mais um soneto de nada
Produzido sem objetivos nas horas vagas,
Agora sim, inicia-se a madrugada...

E quem melhor companheira senão palavras?
Falar sobre nada, é um tanto atraente
Flui assim de soslaio, sobre o tato da mente...

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