19 outubro 2010

Dar à Luz





O choro é de mãe, inquietude.
Pelo homem que se fez do menino.
Seu menino, a quem deu à luz
Luz do saber, luz de poder,,,

O choro é de mãe, em resguardo.
Que foge à sua clareza, do mundo,
Que teme a força que traga o imundo,
E do mundo é seu menino, pequenino...

O choro é de mãe, por temer...
Que sua asa não sombreie o bastante
E sem saber, que nessa sombra camuflante
Não está o seu menino, a quem deu à luz...

O choro é de mãe, de saudade...
De ser o refúgio mais seguro
O herói mais temido e protegido.

O choro é de mãe...
por ser hoje homem,
Quem era ontem o seu menino.

Um comentário:

Weslley M. Almeida disse...

De uma belza poética...


Nunca conseguirei entender a maternidade na sua totalidade; mas são poemas como este que ajudam-nos a sorver o que isso representa!

Abraço,

Apareça em Le-Traças...!

Inté!